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Paulo Sabbanelli [ Blog ]

Como escolher uma empresa de criação de sites: 10 perguntas antes de contratar

Por 10 min de leitura

Ilustração de uma fachada de loja com vitrine em blocos coloridos, vista por trás: é uma placa fina de cenário, sem nada atrás, apoiada em escoras de madeira laranja com sacos de areia

Duas empresas de criação de sites mostram portfólios bonitos e mandam propostas com as mesmas palavras: site responsivo, otimizado para o Google, entrega rápida. A diferença costuma aparecer meses depois. Você quer trocar o telefone do site e descobre que não tem acesso ao painel e que o domínio está no nome do fornecedor. Ou alguém pergunta quantos contatos o site trouxe no mês, e ninguém sabe responder.

Dez perguntas trazem essa diferença para antes da assinatura. Elas valem para agência, freelancer ou estúdio pequeno.

Como avaliar o portfólio de uma empresa de criação de sites?

Portfólio bonito mostra que a empresa sabe desenhar. Para saber se ela resolve o seu caso, procure projetos de negócios parecidos com o seu. Na página em que orienta quem vai contratar um profissional de SEO, o Google Search Central sugere a mesma pergunta: qual é a experiência dele no seu setor e na sua cidade.

1. Você já fez sites para empresas do meu segmento? Posso abrir dois deles agora?

Um consultório, um escritório e uma fábrica pedem estruturas diferentes. No site institucional que fiz para uma empresa de aquecimento solar e piscinas de Campinas, cada linha de produto ganhou a sua vitrine (piscinas, residencial, fotovoltaica e saunas), com projetos realizados, catálogo e contato pelo WhatsApp. Para outro fabricante com várias linhas, esse exemplo responde à pergunta. Para uma clínica de psicologia, diz pouco.

Ilustração de uma vitrine com sapatilhas de balé em pedestais iluminados e, no capacho da porta da loja, um par de botas de trabalho laranja esperando para entrar

Abra esses sites no seu celular. A imagem no PDF da proposta esconde o que importa: se a página carrega rápido, se o texto cabe na tela e se o botão de contato abre mesmo o WhatsApp. Confira também se o site continua no ar.

2. O que exatamente vocês fizeram em cada projeto?

Às vezes a empresa fez só o layout, e o texto veio do cliente. Às vezes só instalou um tema pronto. Saber a parte de cada um evita comparar o trabalho de uma equipe completa com o de quem adaptou um modelo.

Quais perguntas fazer sobre o processo de criação?

O processo decide se você vê o site antes de ele ficar pronto ou só no dia da entrega.

3. Quais são as etapas, e em qual delas eu aprovo o layout?

Uma boa resposta dá nome a cada etapa (briefing, mapa de páginas, layout, textos, produção, testes e publicação) e deixa claro que você aprova o layout antes da produção. Mudar a ordem das seções num layout é ajuste de horas. Com o site já programado, vira retrabalho de páginas inteiras.

Nos meus projetos funciona assim: o layout é aprovado antes de qualquer página ir para produção, e cada página nasce com um objetivo e um botão principal, que pode ser WhatsApp, formulário ou ligação. Para uma fábrica de janelas acústicas de São Paulo, apresentei o novo site em duas direções visuais antes de qualquer programação, uma clara e outra escura. Escolher entre duas opções concretas é mais fácil do que descrever o que se quer partindo do zero.

4. Quem escreve os textos?

Há três respostas comuns. Você manda tudo pronto; a empresa organiza e revisa o que você mandou; ou a empresa escreve a partir de uma conversa com você. A terceira custa mais. É também a que ataca um defeito comum de site que não gera contato: o visitante não entende o que a empresa faz nem qual é o próximo passo. Se a resposta for “você manda”, conte as horas que vai gastar escrevendo e o prazo que isso soma ao projeto.

5. Qual é o prazo de cada etapa, e o que depende de mim?

Prazo total sem etapas vira surpresa no fim. Peça a data de cada entrega e a lista do que você fornece: textos, fotos, logotipo e acessos. Se o projeto parar, os dois lados sabem onde parou. Preço e prazo claros antes da compra também dizem muito sobre o fornecedor. Entre os compromissos que publiquei estão o preço na hora, sem esperar proposta, e o prazo informado antes da compra.

Quais perguntas fazer sobre a entrega e o que vem depois?

O site é entregue num dia e fica com você por anos. As próximas cinco perguntas tratam desse tempo.

Ilustração de uma casa nova com a porta fechada e, na estrada ao lado, a caminhonete do construtor indo embora com uma chave laranja grande pendurada na traseira

6. Em nome de quem ficam o domínio, a hospedagem e os acessos?

No seu CPF ou CNPJ, com login e senha entregues a você. Quem é titular do domínio controla o seu endereço na internet e os e-mails que usam esse endereço. Com tudo no seu nome, trocar de fornecedor se resolve com uma troca de senhas. Para conferir um domínio .br, use a consulta Whois do Registro.br, que é gratuita: o campo “titular” mostra a pessoa ou a empresa dona do domínio.

7. O que sai configurado no dia da entrega?

“Otimizado para SEO” não diz o que foi feito. Peça a lista:

  • botão de WhatsApp que abre a conversa com uma mensagem pronta, testado no celular;
  • formulário que chega ao seu e-mail ou ao seu WhatsApp, testado na sua frente;
  • título, descrição e endereço próprios em cada página, sitemap enviado ao Google Search Console e dados estruturados com nome, endereço e telefone da empresa;
  • Google Analytics 4 e Tag Manager contando cliques no WhatsApp, cliques no telefone e envios de formulário.

Sem o último item, a pergunta “o site traz cliente?” fica sem resposta. O que cada página precisa ter está no artigo sobre o que um site institucional precisa ter para trazer contatos.

8. Em que tecnologia o site é feito, e quanto custa mantê-lo no segundo ano?

A tecnologia define o custo que continua depois da entrega. Um WordPress com muitos plugins pede atualizações de segurança frequentes, e alguém vai cobrar para aplicá-las. Um site estático quase não pede manutenção e pode ficar numa hospedagem sem mensalidade. As faixas de 2026 para domínio, hospedagem e manutenção estão no guia de quanto custa um site.

9. O que acontece depois da entrega?

Pergunte quantas rodadas de ajuste estão incluídas, por quanto tempo vale o suporte, quem atende e quanto custa uma alteração depois disso. Pergunte também se você vai conseguir trocar um texto ou uma foto sem abrir chamado. Nos meus projetos, a publicação vem com testes de velocidade e de conversão e um treinamento curto, para o cliente entender o que recebeu.

10. O que vocês prometem sobre o Google?

Espere ouvir sobre base técnica (as configurações da pergunta 7) e sobre tempo. Uma posição prometida abre a lista de alertas a seguir.

Quais sinais de alerta pedem para você não fechar?

Desconfie da empresa que:

  • promete primeiro lugar no Google;
  • registra o domínio no nome dela “para facilitar”;
  • manda proposta sem número de páginas, sem lista do que sai configurado e sem prazo por etapa;
  • entrega o site sem nenhuma conversa sobre o seu negócio (sem saber quem é o seu cliente, o texto serve para qualquer concorrente);
  • mostra portfólio só em imagem, sem o endereço de um site no ar;
  • condiciona o seu acesso ao próprio site a um contrato de manutenção.

O primeiro item merece uma explicação. A página do Google Search Central para quem vai contratar SEO é direta: “Ninguém pode garantir a classificação em primeiro lugar no Google.” A posição depende de conteúdo, concorrência, avaliações e tempo. Eu não prometo primeiro lugar, e isso está escrito na lista do que não faço, publicada no meu site.

O resto, a mesma página resume numa frase: tome cuidado se a empresa tiver muitos segredos ou não explicar claramente o que pretende fazer.

Agência, freelancer ou estúdio pequeno: qual faz sentido para você?

Freelancer. Uma pessoa cuida do layout, da programação e, às vezes, dos textos. Resolve bem um projeto pequeno e bem definido, quando você já tem textos e fotos. O risco é a dependência: se ele sumir, outro profissional precisa conseguir assumir o site. As faixas por tipo de projeto e por hora estão em quanto um TI cobra para fazer um site.

Agência. Traz equipe de design, texto e programação, com processo definido. Faz sentido em projetos com muitas páginas e integrações. O risco é pagar por uma estrutura maior do que o projeto pede e falar com uma pessoa diferente a cada etapa. Pergunte quem vai ser o seu contato do começo ao fim. Se a agência for cuidar também dos anúncios, combine desde o início como você vai conferir se ela está entregando resultado.

Estúdio pequeno ou profissional independente. Fica no meio do caminho: contato direto com quem faz e etapas definidas. Pergunte quantos projetos ele toca ao mesmo tempo e quem cobre férias e imprevistos.

Os preços de cada caminho estão no mesmo guia de quanto custa um site.

Como comparar duas propostas lado a lado?

Mande o mesmo briefing para as duas empresas e ponha as respostas numa tabela. Um exemplo, com duas propostas para o site de uma clínica de fisioterapia:

O que comparar Proposta A Proposta B
Sites no seu segmento Duas clínicas no ar, abertas no celular Lojas e restaurantes, só em imagem
Layout Aprovado por você antes da produção, com 2 rodadas de ajuste “Ajustes até ficar bom”, sem número
Textos Escritos pela empresa depois de uma conversa Você manda tudo pronto
Páginas 6, uma por tratamento, cada uma com um botão “Até 10 páginas”, sem lista
Domínio e acessos No CNPJ da clínica, com as senhas entregues No nome da empresa, “para facilitar”
Configurado na entrega WhatsApp com mensagem pronta, formulário, sitemap no Search Console e GA4 contando os contatos “Site otimizado para SEO”
Prazo Data de cada etapa e lista do que depende de você “Entrega rápida”
Depois da entrega 30 dias de ajustes e um treinamento curto Não informa
Google Base técnica, sem promessa de posição “Primeira página garantida”

A proposta B pode custar menos no total. Só que ela deixa de fora o texto, a medição e o seu domínio, e cada um desses itens volta depois como custo extra ou como dependência. Compare linha a linha antes de comparar o valor final.

Ilustração de duas bicicletas iguais lado a lado: a da esquerda completa e a da direita sem rodas, apoiada em tijolos, com uma etiqueta de preço laranja menor pendurada no guidão

Antes de assinar, confira se o contrato repete o que a proposta prometeu: páginas, textos, rodadas de ajuste, prazo de cada etapa, o que acontece se atrasar, titularidade do domínio, entrega dos acessos, o que sai configurado e o preço de alterações depois da entrega. Se algum item ficou só na conversa, peça para incluir.

Se a dúvida vem antes, sobre o que o momento pede (site novo, anúncios ou atendimento), veja o que deve estar incluso numa consultoria de marketing digital.

Perguntas frequentes sobre empresa de criação de sites

Como saber se uma empresa de criação de sites é confiável?

Abra no celular dois sites que ela fez para negócios parecidos com o seu e teste o botão de contato. Depois, peça a proposta por escrito, com etapas, prazos, o que sai configurado e o domínio no seu nome.

É melhor contratar agência ou freelancer para fazer um site?

O freelancer resolve bem um projeto pequeno e definido, quando você já tem textos e fotos. Agência ou estúdio com processo faz mais sentido quando o site tem várias páginas, textos de venda e medição, ou quando vai receber anúncios depois.

O domínio do site deve ficar no nome de quem?

No CPF ou no CNPJ do dono do negócio, com os acessos entregues a ele. A consulta Whois do Registro.br mostra quem é o titular de qualquer domínio .br.

Uma empresa pode garantir primeiro lugar no Google?

Não. O guia do Google para quem vai contratar SEO diz que ninguém pode garantir a primeira posição; o que dá para entregar é a base técnica e conteúdo que responde ao que as pessoas buscam.

O que deve estar no contrato de criação de site?

Páginas incluídas, quem escreve os textos, rodadas de ajuste, prazo de cada etapa, titularidade do domínio e dos acessos, o que sai configurado e quanto custa alterar o site depois da entrega.

[ Quem escreve ]

Especialista em comunicação digital para aquisição de clientes, há mais de 25 anos na internet

Trabalha com internet há mais de 25 anos. Estrutura a aquisição de clientes de empresas e profissionais: site, busca no Google e nas IAs, mídia paga e rastreamento, medidos do clique até a venda. Já atendeu marcas como BASF, Nestlé, Votorantim, Suzano, Bayer.

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