Como escolher uma empresa de criação de sites: 10 perguntas antes de contratar
Duas empresas de criação de sites mostram portfólios bonitos e mandam propostas com as mesmas palavras: site responsivo, otimizado para o Google, entrega rápida. A diferença costuma aparecer meses depois. Você quer trocar o telefone do site e descobre que não tem acesso ao painel e que o domínio está no nome do fornecedor. Ou alguém pergunta quantos contatos o site trouxe no mês, e ninguém sabe responder.
Dez perguntas trazem essa diferença para antes da assinatura. Elas valem para agência, freelancer ou estúdio pequeno.
Como avaliar o portfólio de uma empresa de criação de sites?
Portfólio bonito mostra que a empresa sabe desenhar. Para saber se ela resolve o seu caso, procure projetos de negócios parecidos com o seu. Na página em que orienta quem vai contratar um profissional de SEO, o Google Search Central sugere a mesma pergunta: qual é a experiência dele no seu setor e na sua cidade.
1. Você já fez sites para empresas do meu segmento? Posso abrir dois deles agora?
Um consultório, um escritório e uma fábrica pedem estruturas diferentes. No site institucional que fiz para uma empresa de aquecimento solar e piscinas de Campinas, cada linha de produto ganhou a sua vitrine (piscinas, residencial, fotovoltaica e saunas), com projetos realizados, catálogo e contato pelo WhatsApp. Para outro fabricante com várias linhas, esse exemplo responde à pergunta. Para uma clínica de psicologia, diz pouco.
Abra esses sites no seu celular. A imagem no PDF da proposta esconde o que importa: se a página carrega rápido, se o texto cabe na tela e se o botão de contato abre mesmo o WhatsApp. Confira também se o site continua no ar.
2. O que exatamente vocês fizeram em cada projeto?
Às vezes a empresa fez só o layout, e o texto veio do cliente. Às vezes só instalou um tema pronto. Saber a parte de cada um evita comparar o trabalho de uma equipe completa com o de quem adaptou um modelo.
Quais perguntas fazer sobre o processo de criação?
O processo decide se você vê o site antes de ele ficar pronto ou só no dia da entrega.
3. Quais são as etapas, e em qual delas eu aprovo o layout?
Uma boa resposta dá nome a cada etapa (briefing, mapa de páginas, layout, textos, produção, testes e publicação) e deixa claro que você aprova o layout antes da produção. Mudar a ordem das seções num layout é ajuste de horas. Com o site já programado, vira retrabalho de páginas inteiras.
Nos meus projetos funciona assim: o layout é aprovado antes de qualquer página ir para produção, e cada página nasce com um objetivo e um botão principal, que pode ser WhatsApp, formulário ou ligação. Para uma fábrica de janelas acústicas de São Paulo, apresentei o novo site em duas direções visuais antes de qualquer programação, uma clara e outra escura. Escolher entre duas opções concretas é mais fácil do que descrever o que se quer partindo do zero.
4. Quem escreve os textos?
Há três respostas comuns. Você manda tudo pronto; a empresa organiza e revisa o que você mandou; ou a empresa escreve a partir de uma conversa com você. A terceira custa mais. É também a que ataca um defeito comum de site que não gera contato: o visitante não entende o que a empresa faz nem qual é o próximo passo. Se a resposta for “você manda”, conte as horas que vai gastar escrevendo e o prazo que isso soma ao projeto.
5. Qual é o prazo de cada etapa, e o que depende de mim?
Prazo total sem etapas vira surpresa no fim. Peça a data de cada entrega e a lista do que você fornece: textos, fotos, logotipo e acessos. Se o projeto parar, os dois lados sabem onde parou. Preço e prazo claros antes da compra também dizem muito sobre o fornecedor. Entre os compromissos que publiquei estão o preço na hora, sem esperar proposta, e o prazo informado antes da compra.
Quais perguntas fazer sobre a entrega e o que vem depois?
O site é entregue num dia e fica com você por anos. As próximas cinco perguntas tratam desse tempo.
6. Em nome de quem ficam o domínio, a hospedagem e os acessos?
No seu CPF ou CNPJ, com login e senha entregues a você. Quem é titular do domínio controla o seu endereço na internet e os e-mails que usam esse endereço. Com tudo no seu nome, trocar de fornecedor se resolve com uma troca de senhas. Para conferir um domínio .br, use a consulta Whois do Registro.br, que é gratuita: o campo “titular” mostra a pessoa ou a empresa dona do domínio.
7. O que sai configurado no dia da entrega?
“Otimizado para SEO” não diz o que foi feito. Peça a lista:
- botão de WhatsApp que abre a conversa com uma mensagem pronta, testado no celular;
- formulário que chega ao seu e-mail ou ao seu WhatsApp, testado na sua frente;
- título, descrição e endereço próprios em cada página, sitemap enviado ao Google Search Console e dados estruturados com nome, endereço e telefone da empresa;
- Google Analytics 4 e Tag Manager contando cliques no WhatsApp, cliques no telefone e envios de formulário.
Sem o último item, a pergunta “o site traz cliente?” fica sem resposta. O que cada página precisa ter está no artigo sobre o que um site institucional precisa ter para trazer contatos.
8. Em que tecnologia o site é feito, e quanto custa mantê-lo no segundo ano?
A tecnologia define o custo que continua depois da entrega. Um WordPress com muitos plugins pede atualizações de segurança frequentes, e alguém vai cobrar para aplicá-las. Um site estático quase não pede manutenção e pode ficar numa hospedagem sem mensalidade. As faixas de 2026 para domínio, hospedagem e manutenção estão no guia de quanto custa um site.
9. O que acontece depois da entrega?
Pergunte quantas rodadas de ajuste estão incluídas, por quanto tempo vale o suporte, quem atende e quanto custa uma alteração depois disso. Pergunte também se você vai conseguir trocar um texto ou uma foto sem abrir chamado. Nos meus projetos, a publicação vem com testes de velocidade e de conversão e um treinamento curto, para o cliente entender o que recebeu.
10. O que vocês prometem sobre o Google?
Espere ouvir sobre base técnica (as configurações da pergunta 7) e sobre tempo. Uma posição prometida abre a lista de alertas a seguir.
Quais sinais de alerta pedem para você não fechar?
Desconfie da empresa que:
- promete primeiro lugar no Google;
- registra o domínio no nome dela “para facilitar”;
- manda proposta sem número de páginas, sem lista do que sai configurado e sem prazo por etapa;
- entrega o site sem nenhuma conversa sobre o seu negócio (sem saber quem é o seu cliente, o texto serve para qualquer concorrente);
- mostra portfólio só em imagem, sem o endereço de um site no ar;
- condiciona o seu acesso ao próprio site a um contrato de manutenção.
O primeiro item merece uma explicação. A página do Google Search Central para quem vai contratar SEO é direta: “Ninguém pode garantir a classificação em primeiro lugar no Google.” A posição depende de conteúdo, concorrência, avaliações e tempo. Eu não prometo primeiro lugar, e isso está escrito na lista do que não faço, publicada no meu site.
O resto, a mesma página resume numa frase: tome cuidado se a empresa tiver muitos segredos ou não explicar claramente o que pretende fazer.
Agência, freelancer ou estúdio pequeno: qual faz sentido para você?
Freelancer. Uma pessoa cuida do layout, da programação e, às vezes, dos textos. Resolve bem um projeto pequeno e bem definido, quando você já tem textos e fotos. O risco é a dependência: se ele sumir, outro profissional precisa conseguir assumir o site. As faixas por tipo de projeto e por hora estão em quanto um TI cobra para fazer um site.
Agência. Traz equipe de design, texto e programação, com processo definido. Faz sentido em projetos com muitas páginas e integrações. O risco é pagar por uma estrutura maior do que o projeto pede e falar com uma pessoa diferente a cada etapa. Pergunte quem vai ser o seu contato do começo ao fim. Se a agência for cuidar também dos anúncios, combine desde o início como você vai conferir se ela está entregando resultado.
Estúdio pequeno ou profissional independente. Fica no meio do caminho: contato direto com quem faz e etapas definidas. Pergunte quantos projetos ele toca ao mesmo tempo e quem cobre férias e imprevistos.
Os preços de cada caminho estão no mesmo guia de quanto custa um site.
Como comparar duas propostas lado a lado?
Mande o mesmo briefing para as duas empresas e ponha as respostas numa tabela. Um exemplo, com duas propostas para o site de uma clínica de fisioterapia:
| O que comparar | Proposta A | Proposta B |
|---|---|---|
| Sites no seu segmento | Duas clínicas no ar, abertas no celular | Lojas e restaurantes, só em imagem |
| Layout | Aprovado por você antes da produção, com 2 rodadas de ajuste | “Ajustes até ficar bom”, sem número |
| Textos | Escritos pela empresa depois de uma conversa | Você manda tudo pronto |
| Páginas | 6, uma por tratamento, cada uma com um botão | “Até 10 páginas”, sem lista |
| Domínio e acessos | No CNPJ da clínica, com as senhas entregues | No nome da empresa, “para facilitar” |
| Configurado na entrega | WhatsApp com mensagem pronta, formulário, sitemap no Search Console e GA4 contando os contatos | “Site otimizado para SEO” |
| Prazo | Data de cada etapa e lista do que depende de você | “Entrega rápida” |
| Depois da entrega | 30 dias de ajustes e um treinamento curto | Não informa |
| Base técnica, sem promessa de posição | “Primeira página garantida” |
A proposta B pode custar menos no total. Só que ela deixa de fora o texto, a medição e o seu domínio, e cada um desses itens volta depois como custo extra ou como dependência. Compare linha a linha antes de comparar o valor final.
Antes de assinar, confira se o contrato repete o que a proposta prometeu: páginas, textos, rodadas de ajuste, prazo de cada etapa, o que acontece se atrasar, titularidade do domínio, entrega dos acessos, o que sai configurado e o preço de alterações depois da entrega. Se algum item ficou só na conversa, peça para incluir.
Se a dúvida vem antes, sobre o que o momento pede (site novo, anúncios ou atendimento), veja o que deve estar incluso numa consultoria de marketing digital.
Perguntas frequentes sobre empresa de criação de sites
Como saber se uma empresa de criação de sites é confiável?
Abra no celular dois sites que ela fez para negócios parecidos com o seu e teste o botão de contato. Depois, peça a proposta por escrito, com etapas, prazos, o que sai configurado e o domínio no seu nome.
É melhor contratar agência ou freelancer para fazer um site?
O freelancer resolve bem um projeto pequeno e definido, quando você já tem textos e fotos. Agência ou estúdio com processo faz mais sentido quando o site tem várias páginas, textos de venda e medição, ou quando vai receber anúncios depois.
O domínio do site deve ficar no nome de quem?
No CPF ou no CNPJ do dono do negócio, com os acessos entregues a ele. A consulta Whois do Registro.br mostra quem é o titular de qualquer domínio .br.
Uma empresa pode garantir primeiro lugar no Google?
Não. O guia do Google para quem vai contratar SEO diz que ninguém pode garantir a primeira posição; o que dá para entregar é a base técnica e conteúdo que responde ao que as pessoas buscam.
O que deve estar no contrato de criação de site?
Páginas incluídas, quem escreve os textos, rodadas de ajuste, prazo de cada etapa, titularidade do domínio e dos acessos, o que sai configurado e quanto custa alterar o site depois da entrega.
[ Quem escreve ]
Especialista em comunicação digital para aquisição de clientes, há mais de 25 anos na internet
Trabalha com internet há mais de 25 anos. Estrutura a aquisição de clientes de empresas e profissionais: site, busca no Google e nas IAs, mídia paga e rastreamento, medidos do clique até a venda. Já atendeu marcas como BASF, Nestlé, Votorantim, Suzano, Bayer.