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Paulo Sabbanelli [ Blog ]

n8n, Make ou Zapier: qual ferramenta de automação escolher para a sua empresa

Por 10 min de leitura

Cartão azul do blog com o rótulo Automação com IA e o título do artigo em letras brancas

Levar o contato do formulário para o CRM, avisar o vendedor e mandar o primeiro e-mail: esse tipo de ponte entre sistemas cabe em qualquer uma destas três ferramentas. A escolha errada aparece meses depois, quando a fatura sobe com o volume ou quando o fluxo para e ninguém percebe. Os preços abaixo eu conferi nas páginas oficiais de cada uma, em novembro de 2026.

O que cada ferramenta é e como elas se comparam?

As três ligam aplicativos por fluxos montados numa tela, sem programar. Cada fluxo começa num gatilho (um formulário enviado, uma venda aprovada, um horário marcado) e segue por ações.

  • n8n: ferramenta de fluxos com blocos chamados nós, que roda na nuvem do n8n ou instalada no seu servidor.
  • Make: ferramenta visual de cenários, em que cada módulo é um passo, e que roda só na nuvem do Make.
  • Zapier: ferramenta de fluxos chamados Zaps, com a maior lista de aplicativos prontos, também só na nuvem dele.
n8n Make Zapier
O que é cobrado Execução: uma rodada do fluxo inteiro, com qualquer número de passos Crédito: em geral 1 por ação de cada módulo, inclusive a leitura do gatilho Tarefa: cada ação concluída; o gatilho não conta
Plano pago de entrada (nov. 2026, cobrança anual) Starter: 20 euros por mês, 2.500 execuções Core: 9 dólares por mês, 10.000 créditos Professional: 19,99 dólares por mês, 750 tarefas
Plano gratuito Não há na nuvem (teste de 1.000 execuções); a edição Community é gratuita no seu servidor 1.000 créditos por mês, rodadas agendadas a cada 15 minutos no mínimo 100 tarefas por mês, só fluxos de dois passos
Instalação própria Sim (Community e plano Business) Não Não
Integrações Mais de 2.000, e pedido HTTP para qualquer API Mais de 3.500 aplicativos Mais de 10 mil aplicativos
Recursos de IA Nó de agente de IA, MCP e modelos de IA sem chave própria Módulos e agente de IA, com crédito conforme os tokens usados AI by Zapier e campos de IA; Agents e Chatbots cobrados à parte
Onde ficam os dados Nuvem: União Europeia, em Frankfurt. Instalado: no seu servidor Zona escolhida na conta: Estados Unidos ou União Europeia Estados Unidos, na AWS, sem opção europeia
Facilidade Pede mais conhecimento técnico Meio-termo A mais simples para começar

Os números saem das páginas de preços do n8n, do Make e do Zapier e das páginas de privacidade e de zonas de dados de cada um. A cobrança é em euro ou dólar, então a fatura do cartão vem com câmbio e IOF. Facilidade é a minha leitura, a partir do que cada plano libera. Esses preços podem mudar a qualquer momento, então confira a página de cada empresa antes de contratar.

Ilustração de um cartão de crédito com a ponta em forma de plugue, ligado a uma tomada estrangeira por meio de dois adaptadores de viagem laranja empilhados

Como cada uma cobra, e como estimar o consumo com os seus números?

A conta tem duas partes: quantas vezes o fluxo roda por mês e quantos passos de cada rodada a ferramenta conta.

  1. Rodadas por mês. Pegue o número real do último mês: contatos que chegaram pelo formulário, pedidos da loja, agendamentos. Cada um dispara o fluxo uma vez.
  2. Passos contados. No n8n, a rodada inteira vale 1 execução, com 3 nós ou 30. No Make, conte os módulos que leem, criam, atualizam ou transformam dados; o roteador e os módulos de tratamento de erro não gastam crédito. No Zapier, conte só as ações: o gatilho, os filtros, os caminhos e a formatação de dados não gastam tarefa.
  3. Multiplique as rodadas pelos passos contados e compare com o limite do plano.

Um exemplo prático é o fluxo que leva o contato do formulário para o CRM e avisa o vendedor: um gatilho e duas ações. No n8n, cada contato gasta 1 execução, e o Starter comporta 2.500 contatos por mês. No Make, gasta cerca de 3 créditos, e o Core comporta cerca de 3.300. No Zapier, gasta 2 tarefas, e o Professional de entrada comporta 375.

Agora estique o mesmo fluxo para dez ações: consultar o cadastro, marcar a origem do lead, mandar e-mail, criar tarefa. O n8n continua em 2.500 rodadas. O Make cai para cerca de 900 e o Zapier, para 75. Quanto mais longo o fluxo, mais o modo de cobrar decide a escolha.

Os recursos de IA entram na mesma conta. No Make, os módulos que usam o provedor de IA do próprio Make gastam crédito conforme os tokens processados. No Zapier, os passos de IA seguem a cobrança por tarefa, e os agentes têm cota própria.

Onde ficam os dados, e quando isso pesa na escolha?

Nenhuma das três guarda os dados no Brasil. Pela página de privacidade do Zapier, os dados ficam em servidores da AWS nos Estados Unidos, e a empresa diz que não oferece a opção de guardar só na União Europeia. O Make deixa escolher a zona da conta entre Estados Unidos e União Europeia. A ajuda do Make avisa, porém, que alguns recursos de IA, como os modelos da OpenAI no provedor do Make, rodam nos Estados Unidos mesmo na zona europeia. Na nuvem do n8n, a página de preços informa que os dados ficam na União Europeia, em servidores em Frankfurt.

Isso pesa quando o fluxo carrega dado sensível: ficha de paciente, dados de saúde de quem pede cotação, documentos de cliente de escritório. A LGPD trata o envio de dado pessoal para fora do país como transferência internacional, com regras próprias. Nesses casos, a opção que mantém tudo em casa é instalar o n8n Community num servidor seu. A licença dele permite uso para fins internos da própria empresa.

Instalar tem custo e trabalho. O servidor costuma ser uma VPS, com preço mensal, e alguém precisa atualizar o n8n, fazer backup e cuidar da segurança. As faixas de preço de VPS estão no guia de hospedagem de site e quanto custa cada tipo.

Ilustração de um terreno pequeno cercado, com um prédio no meio, cujo portão é uma barra de endereço de navegador laranja trancada por um cadeado de verdade, e ao fundo uma fileira apertada de boxes alugados iguais

Qual escolher pelo perfil da sua empresa?

Se você quer o mais simples, com poucos fluxos e pouco volume: o Zapier. Ele tem a maior lista de aplicativos prontos e o gratuito deixa testar um fluxo de dois passos. Para mais passos, só no plano pago. Fique de olho no total de tarefas, que sobe a cada ação nova.

Se o fluxo tem várias etapas e você não quer cuidar de servidor: o Make. O Core entrega 10.000 créditos pelo menor preço de entrada das três, roda as rodadas agendadas a cada minuto e libera cenários ativos sem limite.

Se você tem muito volume ou fluxos longos: o n8n, porque a execução vale o fluxo inteiro. Na nuvem, o Pro sai por 50 euros por mês, com 10.000 execuções, na cobrança anual.

Se os dados precisam ficar num servidor seu: o n8n instalado, com alguém responsável pela manutenção. Sem essa pessoa, a economia na fatura vira risco de fluxo parado.

O critério que vale para os quatro perfis é pensar no processo antes da ferramenta. Na página do meu projeto para corretores, resumi a ideia numa frase: “Um sistema, não um conjunto de ferramentas soltas.” Desenhe o caminho do lead, do primeiro contato à venda, e só depois escolha a ferramenta que liga as partes. A estrutura desse caminho está em funil de aquisição de clientes.

Que armadilhas aparecem depois que o fluxo está no ar?

Custo que cresce com o volume. A fatura acompanha o movimento da empresa, e um fluxo novo pode dobrar o consumo. Confira o painel de uso todo mês e saiba o que acontece no limite. No Make, os cenários param até entrarem mais créditos, e os webhooks ficam na fila. No Zapier, sem a cobrança por tarefa extra, as novas rodadas ficam retidas até o ciclo virar. Nos planos Starter e Pro da nuvem do n8n, o excedente tem cobrança com teto.

Fluxo sem dono. Quando quem montou sai da empresa e a conta está no e-mail pessoal dele, ninguém mais sabe o que cada fluxo faz nem consegue entrar para consertar. Deixe a conta no e-mail da empresa e anote, para cada fluxo, o que ele faz, quem responde por ele e a quais sistemas ele tem acesso.

Falha silenciosa. A senha de acesso a um aplicativo expira ou um campo do formulário muda de nome, e o fluxo para sem avisar ninguém. Os contatos param de chegar ao CRM, e o problema parece queda de procura. O n8n tem fluxos de erro, que disparam quando outro fluxo falha, e o Make tem módulos de tratamento de erro; configure um aviso por e-mail ou mensagem. O custo de não perceber isso está em quanto custa não medir conversão.

Ilustração de uma caixa registradora num balcão, com uma janela de site no visor, imprimindo um recibo laranja que parece curto, mas cai do balcão e se enrola pelo chão sem parar

E quando nenhuma das três é a resposta?

Quando a integração faz parte do próprio produto, código pode ser o caminho. No contrate-me, a minha página de vendas de serviços, não uso nenhuma das três. A venda acontece no checkout da Kiwify, e um webhook de compra aprovada chega a funções que rodam no Cloudflare Pages, no plano gratuito. Essas funções enviam a compra para a Meta e para o GA4, mandam o e-mail de boas-vindas e gravam o lead num banco com o funil por produto. Como a venda vai pelo servidor, explico em rastreamento server-side para quem decide.

A vantagem é o teste. Os testes de rastreamento rodam antes de todo build, e se o caminho da venda quebrar, o site novo não sobe. A regra que sigo é testar antes de publicar, sempre, e ela vale para qualquer das três ferramentas: dispare um contato de teste do começo ao fim antes de ligar o fluxo e depois de cada mudança. O limite é que código pede quem programe e mantenha. Para a maior parte das pequenas empresas, uma das três resolve.

O que fazer antes de assinar?

  1. Liste os fluxos que você quer automatizar e conte as ações de cada um.
  2. Pegue o volume real do último mês e faça a conta de rodadas vezes passos para as três.
  3. Veja se algum fluxo carrega dado sensível e onde cada ferramenta guarda esse dado.
  4. Defina quem vai ser o dono dos fluxos e em que e-mail fica a conta.
  5. Monte o primeiro fluxo no plano gratuito ou no teste e dispare um contato de ponta a ponta antes de usar com cliente de verdade.

Perguntas frequentes sobre n8n, Make e Zapier

Qual é melhor, n8n ou Make?

Depende do volume e de quem vai manter. O Make é mais fácil de começar e roda só na nuvem dele; o n8n cobra por execução do fluxo inteiro e pode ser instalado no seu servidor, mas pede mais conhecimento técnico.

O Make é gratuito?

Tem plano gratuito com 1.000 créditos por mês e intervalo mínimo de 15 minutos entre as rodadas agendadas, segundo a página de preços em novembro de 2026. O Core, primeiro plano pago, custa 9 dólares por mês na cobrança anual, com 10.000 créditos.

Quanto custa o Zapier por mês?

Em novembro de 2026, o Professional começa em 19,99 dólares por mês na cobrança anual, com 750 tarefas, e o Team em 69 dólares. O plano gratuito dá 100 tarefas por mês e só fluxos de dois passos.

Qual a diferença entre Zapier e n8n?

O Zapier tem mais aplicativos prontos, roda só na nuvem dele, com dados nos Estados Unidos, e cobra cada ação concluída. O n8n cobra a rodada inteira do fluxo e tem uma edição gratuita para instalar no próprio servidor, para uso interno da empresa.

Dá para usar o n8n de graça?

A edição Community é gratuita para uso interno da empresa, instalada num servidor seu, e o custo e a manutenção desse servidor ficam com você. A nuvem do n8n é paga, com teste de 1.000 execuções.

[ Quem escreve ]

Especialista em tecnologia para comunicação, marketing e vendas, há mais de 25 anos na internet

Trabalha com internet há mais de 25 anos e leva o que há de melhor em tecnologia para pequenas e médias empresas e negócios locais: site, busca no Google e nas IAs, mídia paga e rastreamento, medidos do clique até a venda. Foi produtor editorial em assessoria de imprensa, gestor de internet em comunicação corporativa, gestor de projetos digitais em comunicação integrada e gestor de marketing digital no turismo, em Florianópolis. Atendeu diretamente empresas como FGV, Baden Solar, CLM Controller.

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